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Histórico: 72ª Assembleia Mundial de Saúde oficializa retirada das identidades trans da lista de transtornos mentais

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Um marco histórico na luta pelos direitos das pessoas trans e travestis! As identidades trans deixaram oficialmente nesta segunda-feira (20) de serem consideradas transtornos mentais, durante a 72ª Assembleia Mundial de Saúde, que oficializou a 11ª versão da Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas de Saúde (a CID)

Conforme o NLUCON informou no último ano, a transexualidade deixa de ser considerada “transtorno mental”, mas continua no CID-11. Ela foi realocada para “incongruência de gênero”, num capítulo envolvendo “condição relativa à saúde sexual”.  As mudanças ocorreram após cinco anos de embasamento científico e o diálogo com pessoas trans. São definitivas e substituem a versão de 1990.

Fontes da OMS declararam que a intenção foi afastar a concepção de que a transexualidade é uma doença e que precisa ser diagnosticada para tratamento. Mas que a manteve no CID para que alguns países continuassem a atender as demandas envolvendo a população trans na saúde, como endocrinologia, cirurgias e outros tratamentos referentes à transição, quando forem vontade das mesmas.

“Considerou-se eliminá-la da lista, mas muitos países cobrem apenas o que é mencionado na classificação com políticas públicas. Por isso decidiu-se colocá-lo em um lugar menos estigmatizante”, declarou a fonte. No Brasil, por exemplo, há quem tema que as pessoas trans percam o tratamento pelo SUS caso a transexualidade /transgeneridade saia do CID.

Em outras palavras, a transexualidade passa a ser vista como outras condições naturais da vida humana e que podem precisar de cuidados e atendimento médico, bem como a gravidez – que também está no CID, não é doença e requer cuidados médicos. Ainda assim, a realocação das identidades trans e a não retirada total causou debate entre ativistas e pesquisadores trans. Relembre matéria exclusiva do NLUCON clicando aqui.


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um comentário

  1. Um passo! É preciso começar o discurso na naturalidade da transgeneridade assim como da sexualidade, e que, o que acontece na realidade na maioria dos casos não são problemas gerados por transgeneridade ou sexualidade e sim, por como o meio reage à pessoa. Então, de todas a formas de terapias e campos da saúde mental a psiquiatria é a que tem menos a oferecer. A filosofia tem muito a oferecer, a psicologia tem um pouco a oferecer, a psicanálise tem a oferecer. São formas de acompanhamento para ajudar a lidar com as relações sociais, e interpessoais e as questões de entendimento de gênero e sexualidade e desconstruções de padrões estéticos que implicam, assim como as formas nocivas de educação socio-cultural com que lidamos.

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