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Jornalista Fernanda Siccherolli diz que ninguém precisa ser LGBT para apoiar causa: “Assunto de todos”

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Fernanda entrevista as drags Ikaro, Rita Von Hunty e Penelopy Jean

A jornalista Fernanda Siccherolli – conhecida pelo trabalho no TV Fama, RedeTV!,  falou sobre o apoio contínuo, verdadeiro (e desinteressado no pink money) que dá a diversas causas sociais. Na segunda parte da entrevista ao NLUCON, ela diz que acredita que ninguém precisa fazer parte de determinado grupo para se revoltar contra um preconceito.

“Eu não preciso ser a causa para apoiar, pois a causa é humana e um assunto de todos”, declarou. “O meu contato com a comunidade LGBT é abraçando, fazendo parte e lutando junto. Se você ler meus textos e legendas (sobre algumas datas referentes a luta LGBT), eu sempre me incluo”, defende ela, que é casada com o fotógrafo Felipe Farina.

O apoio vem na semana em que o Supremo Tribunal Federal irá votar se a LGBTfobia deve se tornar crime, após 18 anos de projetos serem apresentados e arquivados. A votação ocorre nesta quinta-feira (23) e quatro ministros já votaram a favor da criminalização. A discriminação contra LGBT pode ser equiparada ao crime de racismo.

No bate-papo, o jornalista Neto Lucon concorda e diz que, ainda que alguém não seja LGBT, é preciso exercitar a empatia. “Sempre temos um amigo, um irmão, um familiar (LGBT). E se algo acontece com essas pessoas e se essas pessoas não estão gozando dos seus direitos, isso afeta a gente também”, opina. “Com certeza”, diz Fernanda.

A jornalista ressalta que o preconceito vem da falta de conhecimento e que em seu trabalho e nas redes sociais procura explicar mais sobre diferenças e respeito. “Eu acho que as pessoas têm que ter mais conhecimento e eu tento passar um pouco de explicação. Às vezes me perguntam o que é drag? E eu vou lá e falo: Dressed Resembling A Girl. Isso é cultura”, ensina.

Fernanda conta que também apoia outras causas, bem como a causa negra, contra a gordofobia, a favor das mulheres e dos animais. “Quando mais apoio a gente tiver, melhor. Sou defensora de qualquer minoria, mas nem sei se podemos chamar de minoria. Nós estamos tanto na maioria. E é importante falar para quebrar o preconceito”, defende.

Isso fica evidente em seu trabalho. Ainda que lide com jornalismo de celebridades, ela contou que já evitou fazer uma pergunta indelicada à modelo transexual Carol Marra em respeito ao pedido dela, e também desenvolveu uma pauta só debatendo a gordofobia com a dançarina Thais Carla. “Ela disse: as pessoas não entendem como eu me sinto bonita gorda. E eu disse: Você é maravilhosa gorda”.

Você também é, Fer!

Assista o bate-papo:


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