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Rodrigo Pereira fala sobre fim da personagem Xuxa, ser LGBT e o sonho de estar na TV

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Rodrigo Pereira: “Não quis ficar na sombra da Xuxa”

O apresentador Rodrigo Pereira, 30 anos, é uma das personalidades que chamam atenção e fazem sucesso na internet desde 2012. Foi quando ele foi anunciado para todo o Brasil como Rodrigo Xuxa – imitador ou sósia mais famoso da apresentadora Xuxa Meneghel. Chegou a aparecer em diversos programas de TV, jornais e revistas.

Há alguns anos, Rodrigo deixou a Rainha dos Baixinhos pra lá – inclusive nem menciona o nome dela nos seus vídeos – e passou a investir publicamente em sua própria imagem, autenticidade e personalidade. No programa Rodrigo Show, em seu canal no Youtube, ele fala de moda, arte, entrevistas, bafos e muito mais.

A desenvoltura espontânea em frente às câmeras, as maquiagens e figurinos com peças atribuídas ao guarda-roupa feminino fazem sucesso. Experiência e ousadia de quem, antes mesmo da imitação que o tornou conhecido, já era artista em Balneário Camboriú, em Santa Catarina, onde fazia shows para o público infantil.

Morando em São Paulo, Rodrigo foi entrevistado pelo NLUCON em um clima bastante leve e divertido. Falou sobre o fim da personagem, ser LGBT, autodefinições, a necessidade de aparecer, o encontro com Hebe Camargo – diva que o inspira desde criança – e de ocupar o seu próprio lugar na televisão.

Confira em texto e em vídeo:


– Você ficou conhecido como Rodrigo Xuxa. O que motivou o fim da personagem?

Foram dois motivos que me levaram a parar. O primeiro de todos é porque eu realmente queria mudar o foco do meu trabalho. Eu queria fazer um trabalho meu, fazer uma coisa minha. Não queria ficar na sombra da Xuxa. Mas eu fui trabalhando, as coisas foram dando certo. Em 2012, eu falei: quando eu fizer 10 anos de trabalho eu quero parar, porque já vou estar com 23 e posso fazer outra coisa. Só que bem naquele período explodiu: eu virei o Rodrigo Xuxa na web e para o Brasil todo, programas de TV, boates. E não deu para parar. E fiquei mais dois, três anos, empurrando com a barriga. Em 2015, eu já estava saturado. Sabe quando você, de tanto comer uma comida, não quer nem olhar para a cara dela? Era mais ou menos eu com o meu antigo trabalho. Quando ela foi para a Record, todos os programas de TV me ligavam, mas eu recusei todos.

– E qual foi o segundo motivo?

Foi que eu tive um problema muito desagradável com os fãs da Xuxa. Não todos, porque tem muitos que eu amo e são meus amigos. Mas alguns fãs, que se autodenominam seguidores e a “máfia X”, começaram a me perseguir, a me ameaçar, a me mandar cartas, a telefonar para a minha casa. Eles fazem isso até hoje.

– Com esse trabalho de imitação ou depois dele, você começou a se entender melhor, entender melhor quem é o Rodrigo?

Nunca tive esses dois lados. As pessoas acham que quando eu fazia a Xuxa eu tinha a personalidade dela 24h na minha vida, mas não. Eu sempre fui esse Rodrigo que, num determinado momento do dia, vestia-se de Xuxa para trabalhar. Hoje eu não sou esse Rodrigo montado o tempo todo, mas num determinado momento do dia eu me monto para apresentar o programa. Então tudo isso é uma imagem que a gente passa. Só que a personalidade sempre foi a minha, às vezes eu não gostava das coisas que ela gostava, ou seja, eram duas pessoas.

– Houve algum aprendizado?

Aprendi muito com a personagem.  Hoje, quando eu vejo alguma coisa, eu falo: Poxa, eu fazia muitos trejeitos dela, o jeito de olhar, o jeito de falar, coisas que eu acho até que foram desnecessárias, que eu acho que não precisava ter feito tanto. Mais um pouco que eu fizesse ficava caricato demais. Mas eu aprendi e evoluí muito como artista. Tanto que chegou um momento em que precisei parar. Eu queria investir nessa minha história de ser apresentador, de ser entrevistador. No começo, as pessoas que estavam atrás de mim, trabalhando comigo, fotografando, ninguém concordou. Eles diziam: “esse menino é louco, quer parar com tudo? Ele disse que vai entrevistar a Mara Maravilha, aonde?” E fui e fiz.

–  Acho que muita gente acha que você começou sua carreira com a imitação da Xuxa. Mas assisti ao seu documentário de 30 anos que desde sempre você é artista, principalmente trabalhando como criança. O que existiu para além da imitação da Xuxa?

Eu acho que o que existe além da imitação é um Rodrigo que tinha necessidade de aparecer. Então tudo que surgia e tinha a necessidade de aparecer, eu entrava. Um shopping me chamava para ser coelhinho da Páscoa, eu fui. Não gostava de ficar embaixo de uma máscara, mas a grana que eu ganhava lá dava para investir no meu show. Depois no mesmo ano outro shopping me contrata para ser assistente de Papai Noel e acabei arrumando um problemão com o Papai Noel, porque eu era conhecido nas escolas e chamava atenção mais que o Papei Noel. Como eu fazia show nas escolas durante o dia, quando elas iam a noite para o shopping e me viam, às vezes elas davam a volta na fila para falar comigo. Então o Papai Noel ficava puto da cara. Fiz teatro, fiz rádio, fiz um curso da teoria do teatro. Sabe que eu fiz 5 anos de shows com a banda Calypso?

– Não. Como foi?

De 2005 a 2010, de tanto sucesso que a Joelma fez, as crianças amavam e eu tinha que colocar no final do show as músicas dela. Às vezes até cinco músicas. Eu dançava com os figurinos e tal.

– O que é muito bacana é o fato de você ter tido esse trabalho com o público infantil e ser o Rodrigo com vestimentas e características femininas. Enfrentou preconceito dos pais, dos professores?

Não, não. Hoje é que eu uso esse aplique, que eu coloco cílios postiço, que eu uso uma joia mais extravagante. Na época das escolas, eu não podia. Tanto que quando fiquei adolescente e começou a nascer pelos, barba, eu tinha que ter o maior cuidado para que isso não aparecesse para as crianças. A ideia era um palhacinho dançando para as crianças, com roupinhas mais infantilóides, macacão, jardineiras, aquelas coisas. Depois que eu estourei na web e fui nas boates, uma amiga falava “Rodrigo, você tem umas pernas lindas, mostra essas pernas”. Eu falava que não podia e ela dizia: “Você está fazendo show pra viado, você tem que mostrar essas pernas”. Aí eu comecei a mostrar as pernas, colocar os cílios postiço. Mas com criança não. A ideia era um menino que dançava umas músicas para as crianças, então tá tranquilo. Hoje eu vejo a Pabllo Vittar, o carinho que as crianças têm com ela e ela põe o bumbum de fora. Então eu acho que isso tem evoluído cada dia mais. Talvez se hoje eu tivesse feito um show para criança assim, não tivesse tanto problema. Não sei com esse novo governo e essa nova ministra.

– A gente teve recentemente o atleta Diego Hypolito que assumiu que é gay. Você também faz parte da comunidade LGBT? Teve algum momento em que teve que se assumir?

No meu Instagram, quando posto alguma coisa, as pessoas falam: Você é gay? Eu falo: gente, Hello! É a mesma coisa do Diego. Inclusive achei a matéria muito pejorativa: “assumiu”. Assumiu pra ele, porque pra gente, né? Bixa sou eu, ele é trixa. O fato foi que ele se aceitou, não se assumiu, porque ele não precisava assumir nada pra gente, né? Como tem outros que a gente sabe que são e que só falta o tempo de se aceitar.

– Você tem uma característica de se vestir com roupas associadas ao guarda-roupa feminino. Ao mesmo tempo tem um nome masculino e tal. Tem quem te associe a uma pessoa trans, a uma drag queen? Como você se define no meio da sopa de letrinhas?

Eu sou o Rodrigo e visto aquilo que eu quero, assim como a Pabllo não mudou o nome e é a Pabllo. Eu uso ela porque eu sou apaixonado pela coragem. As pessoas têm muita curiosidade sobre o que você acha de você, porque elas já acham alguma coisa. Então elas se incomodam mais com isso do que eu. Por que eu vou me rotular, por que eu vou me limitar  a uma coisa só? Eu posso ser tudo o que eu quiser. As pessoas buscam isso em mim: “Você é isso? Você é aquilo? Você é travesti?”. Pelo que eu vejo das travestis, às vezes, eu digo: “Quem me dera, né? Ter uma cintura daquelas, aqueles peitos, meu bem…”.  Não dá, hoje eu estou até com o buço malfeito. Eu não posso me encaixar, senão estou ofendendo as travestis (risos). Eu sou isso o que as pessoas veem. E eu gosto do meu nome, ele diz muito sobre mim, é um nome forte. Sabe o que é o pior para essas pessoas? É o fato de eu ter a possibilidade de me vestir com a roupa que eu quiser. Outro dia uma menina veio me perguntar: “Como você tem duas bolsas Channel? Como é que você comprou?” Com dinheiro, obviamente, né? Então as pessoas não aceitam isso: como ele tem condições de ter uma coisa que foi de não sei quem, uma bolsa isso, uma bolsa aquilo. Não é nem o gênero, mas da onde vem. É o que incomoda mais as pessoas.

– Você não tem vontade de mexer no corpo, colocar peito?

Não, não. Outro dia um menino perguntou se eu faria a cirurgia de redesignação genital. Deus me livre. Vai que um dia eu quero usar e aí não tem. Nasceu comigo, morre comigo. Também não ponho peito porque daí não fecham os meus blazers. Penso em tudo isso. Deixa do jeito que tá.

– Mas uma coisa que está em você é a identificação com o feminino. Isso vem desde sempre?

Desde sempre, porque eu nunca tive uma referência masculina na minha vida. O meu pai, embora tenha vivido comigo até os 10 anos, ele sempre foi muito ausente. Eu fui criado pela minha irmã mais velha e pela minha mãe. E sempre via as amigas da minha mãe e as amigas da minha irmã. Na televisão eu gostava de assistir Hebe Camargo, Angélica, Mara Maravilha, assistia SBT. Isso é uma coisa independente da orientação sexual. O que me inspira sempre são as mulheres.

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– Tanto que no seu canal você tem um quadro que chama “Divas que me inspiram”…

Divas que Inspiram, porque tem umas ali que não me inspiram (risos). Agora vem a segunda temporada que eu quero fazer e eu escolhi umas divas bem legais.

– Temos alguns nomes que você pode adiantar para a gente?

Marielle Franco. Dessa vez eu quero contar a história de mulheres guerreiras, que não deixam de ser famosas ou do business também. Vai estar também a Zilu. Acho que a história da Zilu merece ser contada porque o sucesso do Zezé Di Camargo deve-se a ela.

– Você é de levantar bandeira? Já foi a alguma Parada do Orgulho LGBT?

Nunca fui. Teve um picareta que me chamou para fazer um show na Parada. Gastei no show, fiz figurino, porque a gente vai na 25 e se empolga. Mas cheguei lá não tinha Parada, não tinha trio, não tinha nada. Foi a única vez que me chamaram para ir a uma Parada. De livre e espontânea vontade eu não vou. Tem certas coisas que eu não sou a favor. Eu levanto a bandeira até certo ponto e eu levanto todos os tipos de bandeira. Assim é com a igreja, assim é com o movimento LGBT, com o futebol. Tudo tem que ter limite. Então há certas coisas que eu não concordo. Eu concordo com o Jean Wyllys até certo ponto, mas tem coisas que ele fala que eu acho absurdo e não sou obrigado a concordar.

– As pessoas podem ter a própria opinião, não precisa comprar o pacote fechado sobre determinado assunto…

Lógico. Comprar de fardo fechado não é comigo.

– O que pode falar sobre a vida amorosa?

Eu me apaixono por qualquer pessoa. Sorriu para mim, achei lindo, me apaixonei. Mas também não sou daqueles que ficam correndo atrás. Se não me der bola, vai pra puta que pariu e já estou óóótima. Eu choro, enxugo a lágrima e já dou uma gargalhada. Neste momento eu tô bem tranquilo. Estou conhecendo uma pessoa e estou curtindo muito. Talvez porque tive um relacionamento por muitos anos, só agora estou vivendo essa coisa de gostar, de ter tempo para conhecer. Se der certo eu te conto.

– Como teve a ideia de fazer o canal, os quadros? Eu, que não entendo nada de moda, adoro o quadro do Closet.

Que bom saber disso, porque eu acho muito tosco. Eu assisto depois da edição e digo “Ninguém vai ver”. Mas tem gente que me fala: “Eu assisto por causa de você”, “Eu assisto porque eu acho bonita a maneira como você se veste”. Comecei querendo apenas colocar vídeos que fazia dos shows no Youtube, para caso algum dia meu computador der pau eu ter tudo lá. Mas daí comecei com o Deu a Louca no Rodrigo, também como uma brincadeira, e as coisas foram acontecendo por essa minha necessidade de fazer algo. Hoje gosto de levar um conteúdo com qualidade para as pessoas porque eu gosto da qualidade. Tem gente que fala: “Você posta muito o seu dia-a-dia no Instagram”. Eu posto uma ova, eu posto aquilo que as pessoas gostam de ver, que é um lugar bonito, uma xícara de capuccino maravilhosa bem fotografada, um look do dia bafônico e nem sempre eu estou daquele jeito. Esses dias eu postei o Look do Dia, mas fez um calor da p…, eu tirei tudo e coloquei pijama de novo (risos). É assim com o meu canal também. Mas ninguém critica as blogueiras que fazem isso, me criticam.

– Eu acho ótimo a maneira como você lida com os haters. Você responde mesmo.

Dizem que ariano não leve desaforo pro travesseiro, e se leva não dorme. Eu vou lá e respondo mesmo. Se me xingar, eu xingo de volta. Esses dias um menino falou: “já deu hoje?”. Eu falei: “já tomou hoje?”. Essa coisa de fazer a linha fina, como a (Luciana) Gimenez falou “Só falo com gente do meu nível”, não é comigo. Eu falo com gente de qualquer nível, mexeu comigo… Sou que nem a Márcia Goldschmidt, mexeu com você, mexeu comigo. Ah, pra cima de mim? Falo mesmo.

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– Um dos grandes momentos de sua carreira foi o encontro que você teve com a Hebe Camargo… Conta como foi?

Ah, o encontro com a Hebe foi um dos grandes momentos da minha vida. A partir daquele dia eu me senti uma pessoa importante, mas no melhor sentido da palavra. Eu saí da RedeTV! aquele dia sabendo que era uma pessoa muito conhecida e muito querida pelas pessoas, porque o que ela fez comigo é só para grandes estrelas. Tanto que quando eu cheguei lá, ela estava bem debilitada pela doença e falaram: “Olha, ela não vai conversar com ninguém, ela não vai dar selinho, não vai tirar foto, então não peça”. Tudo bem, só de vê-la de longe, para mim, já estava bom. Aí ela me ofereceu selinho, ela me chamou de gracinha. Depois eu assisti uma entrevista que ela deu pro Serginho, em que ela fala: “Não chamo de gracinha de quem eu não vou com a cara e não dou selinho”.  Então ali me senti super importante. A Hebe me inspira desde pequeno. Eu lembro que quando era pequeno eu não dormia sem ver a Hebe, junto com a minha mãe, às segundas-feiras. E muitos dos costumes e trejeitos que peguei da Hebe ao longo da vida, antes mesmo da Xuxa.

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– Há outros momentos e encontros que destaca?

odos os artistas que eu vim a conhecer ao longo do meu trabalho, e por esse novo trabalho, são importantes. A Mara (Maravilha) também. Quando eu tinha 10 anos fui em uma festa em que estava ela. Eu peguei uma fila de 1km para vê-la. E hoje poder ir na casa dela, ter ela no Whatsapp, falar com ela de vez em quando, é significativo. A Rita Cadillac é uma querida também. E tem aquelas que não dão entrevista de jeito nenhum. Eu peço e elas falam: “você está começando”. Tipo Susana Vieira: “Não dou entrevista para quem está começando” (risos).

– O que a sua mãe e a sua irmã falam do seu trabalho?

A minha irmã é tipo Arlette Salles: Prefiro não comentar. É o que ela sempre fala: “É o que você gosta? Faz. Mas têm coisas que eu não concordo”. Ela tem o direito dela, até porque ela é evangélica, tem aquela coisa toda. A minha mãe adora, ela tem o maior orgulho. Se você for na casa dela lá no Sul, ela tem um milhão de porta-retratos. Tem Rodrigo com a Hebe, Rodrigo com a Xuxa, um banner na parede, quando eu lanço linha de acessórios ela mostra pras pessoas. Então é isso, a minha mãe gosta, sempre me incentivou, sempre me apoiou.

Qual é o seu maior sonho?

É poder realmente trabalhar na TV porque eu acredito na TV. Outro dia eu até falei com a Rita Cadillac e ela disse: “A TV vai acabar, o negócio é a internet, se agarra na internet”. E eu disse: “Não, Rita, eu posto na internet porque se não tiver lugar para colocar eu vou enlouquecer, mas meu foco não é a internet”. Qualquer hora eu vou lá no Jassa às quintas-feiras, porque o Silvio (Santos) corta o cabelo lá. Eu vou me oferecer para ele, nem que seja só para lavar o banheiro do SBT, só para trabalhar na TV. Eu falo muito do SBT, mas Band estamos aqui, Record, viu bispo Macedo, eu viro até crente.

– O que gostaria de fazer na TV?

Eu faço qualquer coisa, porque o profissional não escolhe, ele faz. Se você pegar o meu programa, eu fiz receita, fiz visita, dei dica de moda, de beleza, coisas que eu nem manjava muito, mas que eu fui aprender para passar para as pessoas.

– O que vai vir no seu canal de novidade?

Vai vir a Minha Dieta em Detalhes, a História da Televisão brasileira, que eu quero colocar em 10 partes, tem a Exposição da Hebe, que já está no ar. Então têm várias coisas que estão vindo no canal que vão ser bem bacanas.

  • Assista o canal Rodrigo Show clicando aqui.

* Texto foi revisado por Vivian Navarro
Ela é assistente judiciário, andreense, feminista e ativista dos direitos humanos.

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