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Marsha P. Johnson e Sylvia Rivera, ativistas trans históricas, ganharão monumento em Nova Iorque

Imagem de destaque - Sylvia Rivera e Marsha P. Johnson (por Diana Davies)

Por Camila Nishimoto

Junho de 2019, além de ser, tradicionalmente, o mês do Orgulho LGBT, também marcará outro acontecimento histórico: o aniversário de 50 anos do levante de Stonewall, ponto de origem da Parada do Orgulho LGBT que colore avenidas em várias partes do mundo todos os anos. Em homenagem, a cidade de Nova Iorque erguerá um monumento para as duas principais ativistas do levante: Marsha P. Johnson e Sylvia Rivera.

Marsha e Sylvia eram mulheres trans de origens negra e latina, respectivamente, e foram as responsáveis por iniciar o levante no bar Stonewall Inn, em 1969, negando-se a ceder à intimidação policial que acontecia com frequência em um dos poucos lugares seguros para a comunidade LGBT na Nova Iorque dos anos 1960. Marsha foi uma das primeiras a resistir e acredita-se que Sylvia foi quem jogou a primeira garrafa.

O movimento LGBT ainda é muito associado à imagem de homens cis gays brancos e, segundo a primeira dama de Nova Iorque, Chirlane McCray, é muito importante que um monumento como este tenha “nome e rosto” para “contrariar a tendência que existe em embranquecer a história”.

O monumento, que será uma instalação permanente no Greenwich Village, é um dos primeiros a serem erguidos em homenagem à população trans, fazendo parte de um projeto que tem por objetivo reduzir a desigualdade de gênero através de representações artísticas em espaços públicos de Nova Iorque.

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Marsha P. Johnson para a série de Polaroids “Ladies and Gentlemen” (Foto: Andy Warhol)
Sylvia Rivera
Sylvia Rivera em Nova Iorque (Foto: Justin Sutcliffe)

O artista que realizará a obra ainda não foi escolhido, mas estima-se que ela custará US$ 750 mil e estará pronta até 2021. Inseparáveis até o falecimento de Marsha, aos 46 anos, em 1992, ela e Sylvia serão agora eternizadas não só para a comunidade LGBT, mas para o mundo em uma de suas cidades mais importantes.


Camila Nishimoto é jornalista, feminista e está sempre querendo abraçar o mundo.
Twitter: @CamilaNishimoto

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Jornalista, feminista e está sempre querendo abraçar o mundo. Twitter: @CamilaNishimoto

2 comentários em “Marsha P. Johnson e Sylvia Rivera, ativistas trans históricas, ganharão monumento em Nova Iorque Deixe um comentário

  1. Ja são eternas por suas lutas. Mas um monumento como marco pra eternizar a importância dessas duas é mais do que importante. É urgente.
    Viva!!!

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  2. Apenas um anexo: Marsha foi assassinada, seu corpo jogado no rio. Importante falar sobre isso porque até hoje a polícia de NYC não chegou a uma conclusão sobre quem matou Marsha P. Johnson. Falam em suicídio, mas se tratando de uma mulher trans, negra, ativista, e reconhecida mundialmente, há uma grande probabilidade ser um crime de ódio.

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