Marta marca golaço ao se manifestar em prol da igualdade de gênero em plena partida da Copa do Mundo

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Quem assistiu ao jogo da Copa do Mundo de Futebol Feminino no último dia 13 conseguiu ver, além da vitória da Austrália contra o Brasil por 3 a 2, uma manifestação certeira da atacante Marta sobre igualdade de gênero. Ela ocorreu quando a atacante marcou e comemorou o seu 16º gol em Copa do Mundo.

A camisa 10 mostrou uma chuteira preta, sem patrocinadores esportivos e com duas faixas nas cores azul e rosa. A chuteira preta simboliza atletas de raiz, já o símbolo faz parte da campanha “Go Equal”, que fala sobre a igualdade de gênero.

A manifestação foi pensada após Marta, considerada uma das maiores atletas do futebol feminino mundial, não ter recebido nenhuma proposta à altura de seu futebol de marcas como Nike, Adidas, Puma e demais fornecedoras desde julho de 2018. Ela atribui isso ao machismo.

“O que foi proposto foi bem abaixo do que eu recebia, bem menos, menos da metade. A gente achou por bem não renovar. Muito abaixo do que a gente vê no futebol masculino. Resolvemos fazer isso então. Mais uma oportunidade de lutar pelos nossos direitos. Há uma diferença muito grande em relação a salários, e a gente tem que estar sempre lutando para provar que é capaz”, declarou em entrevista ao Fantástico.

Marta é embaixadora da Boa Vontade pela ONU Mulheres, e cada vez mais vem mostrando e questionando as diferenças que envolvem atletas homens e mulheres e combatendo o machismo. Um comparativo ocorreu por meio do blog Dibradoras, que mostrou que Borja, do Palmeiras, ganha em três meses de trabalho o que Marta – seis vezes eleita melhor do mundo – ganha em um ano. “Não tem nem comparação com o que o futebol masculino recebe”, declarou.

As palestras, manifestações e iniciativas em prol da igualdade de gênero visam, não só valorizar individualmente Marta enquanto profissional, mas abrir portas e estimular o patrocínio a outras atletas, sobretudo as mais novas, que vem tendo destaque na Copa feminina. É um assunto que envolve todas as atletas que jogam futebol.

Tanto é que as reivindicações  acontecem em todo o mundo. A norueguesa Ada Hegerberg, que é a atual dona da Bola de Ouro, prêmio da revista France Footbal, por exemplo, optou por não jogar na seleção do seu país na Copa da França como protesto contra o machismo e em prol a igualdade de salário e condições de trabalho.

Já nos EUA, 28 atletas processaram a US Soccer, a federação que rege o futebol no país, por “discriminação institucionalizada de gênero”, com reivindicação de igualdade salarial e condições trabalhistas semelhante à dos homens. Prova de que as mulheres não vão se calar para o preconceito, machismo e sexismo dentro ou fora de campo. Gol Equal!

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