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Ex-padre resgata fotos antigas e quebra discurso de que “no meu tempo não existiam LGBT”

Por Neto Lucon

Quem é LGBT certamente já escutou de algum LGBTfóbico conservador que “no meu tempo não existiam” pessoas LGBT. Para provar como isso é uma completa mentira, o ex-padre Nathan Monk resgatou e compilou uma série de fotos antigas que mostram pessoas LGBT estão presentes na sociedade desde que o mundo é mundo.

Nas redes sociais, Nathan declarou: “Ser LGBTQ+ não é algo que a geração y inventou. As pessoas sempre foram LGBTQ+. Você não está vendo um aumento de pessoas LGBT, você está vendo quantas pessoas foram silenciadas lá atrás”. Algumas fotos foram tiradas durante o serviço nas Forças Armadas e muitas mostram que os cliques foram feitos na década de 40.

Em entrevista ao site Bored Panda, Monk declarou que a intenção foi lembrar das pessoas LGBT que lutaram e conseguiram viver seus relacionamentos e identidades de maneira autêntica num tempo ainda mais difícil e conservador.
“Acredito que é importante lembrar que LGBTQ sempre fizeram parte da sociedade e sempre serão. Essa realidade deve ser aceita com amor em vez de evitada e ridicularizada”, declarou.

Morando na cidade de Pensacola, na Flórida, nos Estados Unidos, Nathan se define como um escritor, ativista dos direitos humanos e diz que deixou o cargo de padre para “amar e ajudar os outros a fazer o mesmo”.

Ele frisa que pessoas LGBT, sobretudo o relacionamento de pessoas entre o mesmo sexo ou gênero, eram aceitas até a Idade Média. E que foram os fundamentalistas religiosos que usaram o cristianismo para difundir que a homossexualidade ou a transgeneridade é uma deficiência moral e contra a vontade do Criador. Foi assim que surgiu o preconceito: homofobia, bifobia, lesbofobia e transfobia…

Autor de dois livros, Chasing the Mouse e Charity Means Love, ele também discorre que a pobreza e a má distribuição de renda no mundo resulta em problemas de moradia. E que pessoas LGBT em situação de rua acabam tendo problemas ainda maiores e inimagináveis para a população hétero cis.

“Uma pessoa trans vivendo nas ruas tem mais probabilidade de ser rejeitada por programas de abrigo, mais propensa a sofrer ataques físicos e sexuais e outros perigos”, explica.

O ativista e ex-padre frisa que é preciso mostrar essas realidades e histórias até que todas as pessoas vivam em um lugar seguro e que tenham um espaço também seguro para chamar de lar. Amém!  

Confira algumas das imagens:

Nos anos 40, era proibido que homossexuais servissem as Forças Armadas
As ativistas trans Marsha Thompson e Sylvia Rivera em 1969

Categorias

Pride, Realidade

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