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Em arte-protesto, ilustrador brasileiro recria O Rei Leão com animais da Amazônia

Por NLUCON

Diante de todo o frisson que O Rei Leão – sucesso na animação de 1994 – retomou com o lançamento da live action neste ano (tornando até o momento sétimo filme com a maior bilheteria da história), o ilustrador e designer gráfico Vilmar Rossi Junior decidiu promover uma releitura aliando arte, protesto e Brasil.

Ele trouxe e ilustrou os personagens icônicos da savana africana para a realidade da fauna brasileira. Inclusive transformou os principais personagens, como Simba, Nala, Scar, Timão e Pumba, em animais encontrados na Amazônia. Que demais, né?

Agora, os leões e leoas são caracterizados como onças-pintadas. Scar é uma onça-preta. Pumba é um cateto, Timão é papa-mel, Zazu é um araçari-castanho Rafiki é um uacari. Já as hienas foram transformadas em cachorros-do-mato-vinagre. Nas imagens, ele retrata cenas clássicas do filme, fazendo a comparação ainda mais incrível.

Para além da homenagem ao filme, Vilmar também trouxe na sua arte um protesto e uma denúncia referente a Amazônia, que nas últimas semanas vem sofrendo com queimadas, focos de incêndio e aumento do desmatamento. Fruto de uma política de um presidente que se intitula “capitão motosserra” e que nega as pesquisas, como as do Inep. Ele pretende despertar um olhar mais sensível à preservação da floresta e as pautas de relevância no Brasil.

Em um dos desenhos, Simba, Timão e Pumba (todos da nova versão) correm pela floresta fugindo dos incêndios. Aliado às imagens, o artista também escreve um texto contextualizando a obra e trazendo por meio de palavras a manifestação a favor da Amazônia e seus habitantes e da normatividade que a imprensa passou a noticiar as queimadas no decorrer das semanas.

“A Amazônia arde em chamas. Em um intitulado ‘dia do fogo’, fazendeiros e grileiros da região Norte promoveram uma queimada coordenada, iniciando dezenas e dezenas de focos de incêndio, que há dias, consome a floresta, sem controle. Segundo matéria da Folha, ‘os produtores sentem amparados pelas palavras do presidente (…)’ e queriam mostrar serviço”, diz.

“A Amazônia arde em chamas no Acre, Amazonas, Rondônia. Um casal foi encontrado carbonizado, abraçado, em área queimada. Aliás, muitas dessas áreas são assentamentos e reservas – de onde partes relatos que os fazendeiros, após tentativas de expulsá-los, iniciaram os incêndios. O nível de insalubridade do ar de Rondônia é criminoso. O ‘rio’ de fumaça criado pelo fogo flui sobre a América do Sul (procurem as fotos, são assustadoras), cobrindo 3,2 milhões de km2 (dados Metsul)”, continua.

Segundo o ilustrador, “é inconcebível que estejamos deixando essa selvageria tomar conta das nossas vidas, aceitando inertes e em silêncio, essa política de morte”.

Confira algumas das obras:

Scar é uma onça preta

Acompanhe o trabalho de Vilmar Rossi clicando aqui.


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