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Whindersson Nunes diz que amiga trans o fez recuperar a fé e lamenta transfobia

Por Neto Lucon

O youtuber cisgênero Whindersson Nunes revelou no último sábado (07) em postagem no Twitter que uma amiga, que é mulher trans, o ajudou a recuperar a fé, após um dos períodos mais críticos da depressão que o fez afastar dos palcos no início deste ano. Nos posts, ele também falou sobre transfobia e lamentou a baixíssima expectativa de vida de uma pessoa trans no Brasil.

“Quando eu estava perdendo a minha fé, uma pessoa falou sobre Jesus de uma forma tão bonita que me apeguei mais na minha fé do que nunca. Essa pessoa era uma mulher trans, toda vez que eu lembro que a expectativa dela é de 35 anos meu coração dói”, escreveu ele para seus quase 12 milhões de seguidores na rede social.

A estimativa de vida de 35 anos da população trans em comparação aos 75 anos em média da população no geral deve-se as inúmeras viiolencias que a população trans sofre da infância à velhice em diversos setores da sociedade. O motivo é a transfobia: o preconceito contra a identidade de gênero de uma pessoa trans. Segundo a ong Transgender Europe, o Brasil é o país que mais mata a população trans em todo o mundo em números totais, com 163 pessoas trans assassinadas no país somente em 2018.

“Minha amiga tem a expectativa de vida de 35 anos, isso martela minha cabeça toda vez que vejo aquela pessoa TÃO LEGAL, tão incrível talentosa e gente boa. Não consigo entender isso. Minha amiga, almoça comigo, sorri comigo, me abraça como uma irmã. 35 anos, por quê?”, questionou, promovendo reações diversas.

Houve quem criticasse as postagens e fizesse dircusos transfóbicos, bem como “Sim, Jesus é amor. Mas essa mulher trans não está seguindo Jesus corretamente”. E houve quem entendesse a mensagem e elogiasse o youtuber pela iniciativa. “Isso que ela fez com você se chama evangelizar, tenho certeza que você nunca vai esquecer”, escreveu um. “Jesus é bacana. O fandom é que é sacana”, concordou outro. “Homofóbicos que usam a palavra de Deus para atacar os outros não representma Jesus. Deus é amor e eles são apenas ódio”.

Na sequência de postagens, Whinderson aproveitou para criticar a tentativa de censura do prefeito Marcelo Crivella a uma história em quadrinhos durante a Bienal do Livro, no Rio de Janeiro, nesse fim de semana, só porque continha em uma das páginas um beijo entre dois personagens homens. Ele diz que isso é perseguição. “Como pode as pessoas que só querem andar de mãos dadas na rua, tomar um sorvete, trabalhar nomalmente, ter uma vida comum igual a de qualquer um, serem tão perseguidas a ponto de não poderem ter seus próprios livros?”.

Vale dizer que Whinderson revelou que sofre de depressão no início de 2019, ainda que a doença o acompanhasse há vários anos. “Eu sinto uma angústia todos os dias, todos os dias, algumas risadas, algumas brincadeiras e depois lá estou eu de novo com esse sentimento ruim”, escreveu. Após um período afastado, no qual teve acompanhamento de psicólogos e psiquiatras, ele retornou aos shows em agosto. Ele afirma que o apoio da mulher, a cantora Luisa Sonza, foi essencial para a recuperação.

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