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Laerte Coutinho é a responsável pela capa do novo álbum de Elza Soares

Por Neto Lucon
Foto: Marcos Hermes

Laerte Coutinho é a artista responsável pela arte visual do mais novo CD de Elza Soares. Intitulado Planeta Fome, o álbum será lançado nesta sexta-feira (13) e traz mais um brilhante trabalho da artista de 82 anos que dialoga, ressalta e denuncia de maneira visceral a realidade brasileira, marcada de desigualdades e paradoxos.

Nas redes sociais, Laerte falou sobre o trabalho e declarou estar “toda coberta de honra por esse trampo”. Ela ainda falou que o disco de Elza, que conta com 12 músicas, que vão de “Libertação” a “Não Recomendado, é “bárbaro”.

A cartunista declarou que o processo de criação partiu após escutar o disco todo. “Achei que era o caso de evocar as turbulências da nossa realidade combinadas com os movimentos siderais. Minha intenção era produzir uma sensação de caos”, afirmou ao Glamourama.

Recém-lançado nas plataformas digitais, Planeta Fome já está sendo considerado pela crítica um dos melhores deste ano e sujeito a repetir o sucesso de prêmios da música, bem como os antecessores “A Mulher do Fim do Mundo” (2015) e “Deus é Mulher” (2018). O CD foi gravado no Estúdio Tambor (Rio de Janeiro), com produção de Rafael Ramos e participações de BaianaSystem, Orkestra Rumpilezz, Virginia Rodrigues, BNegão, Pedro Loureiro e Rafael Mike.

Elza traz uma colcha de retalhos de crônicas viscerais e reflexões importantes. Na inédita e autoral “Menino”, Elza faz um acolhimento aos jovens que, diante da miséria, brigam entre si. Ela grita “chega” para um mundo que volta a dizer que a terra é plana (Blá Blá Blá), que enriquecem em nome da fé (País dos Sonhos), faz menção ao antigo hino contra o racismo A Carne, cantando que a carne mais barata hoje vale uma tonelada (Não tá mais de Graça), cita Marielle Franco, Rosa Parks, e avisa que não vai sucumbir (Libertação).

Ao falar sobre a parceria no trabalho, Laerte ressalta a importância de Elza na cultura brasileira, chamando-a de a própria música. “Convivo com a força da voz e da presença dela desde os anos 1960. Uma pessoa decisiva na nossa cultura”, declarou.

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Categorias

Pop e Art, Pride

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